Bruno Alves, de peito feito, em entrevista...

"bonito sou, mas não vistoso futebolisticamente"
Costuma-se dizer que o “Feitiço” por vezes “vira-se contra o Feiticeiro” e realmente é verdade.
Desta vez o entrevistado é, nem mais nem menos, o entrevistador “B.A. 15”
Bruno Alves, o MVP 2008 da ARSQS, encheu-se de coragem e, de peito feito, recebeu um sem número de perguntas "arremeçadas" pelos seus colegas e não só!
Será que ele se safou?
Ora vejam!
Carlos – Para muitos dos leitores desta entrevista, existe a dúvida de como chegaste à ARSQS. Podes elucidá-los?
Bom, eu cheguei à ARSQS pela mão do Indy (Miguel), decorria o ano de “mil nove e troca o passo”, ainda os jogos eram no Power Soccer. Comecei a participar nos encontros de domingo de manhã (na altura ainda achava que jogar aos domingos de manhã era “cool”), numa altura em que se lesionou um jogador mensal, e desde então estive sempre de alguma forma ligado à ARSQS, sendo que tive um período de cerca de meio ano sem poder jogar por motivos profissionais, mas nunca alheado da equipa. No que aos torneios diz respeito, entrei na equipa (julgo) na 2ª época do torneio do MyIndoor e não dei mais sossego ao Mister.
Deco - Visto que és um membro dinamizador da ARSQS, recordo que foste o responsável pela criação do novo blog e manutenção do mesmo, que novas ideias tens para ARSQS?
Ideias, como sabes, não me faltam! Sendo algumas delas mais “realizáveis” do que outras, mas tenho algumas, nomeadamente uma que não escondo de ninguém que é federar a ARSQS. Depois de conseguir, obviamente com a ajuda de todos, alcançar essa meta, posso pensar um pouco mais longe. Deixei à apreciação do nosso Mister uma outra ideia para vermos a viabilidade.
Importante é a ideia que tenho de criar merchandising do clube, como canecas, canetas, porta-chaves e t-shirts, abrir uma tasca perto da lionesa para ser a nossa Sede e quem sabe, num futuro próximo angariar fundos para irmos aos países de leste buscar umas meninas para “cheerleaders” (sim, só para claque, não há cá pensamentos pecaminosos).
Deco - Como tem sido possível ver ao longo das entrevistas somos considerados uma equipa bastante organizada. Na tua opinião o que implementarias e o que mudavas para sermos ainda mais organizados e referenciados no mundo FFA?
Pelo que eu tenho visto, e já ando nestas lides faz algum tempo, confesso-te que é difícil sermos mais organizados num plano amador, senão vejamos:
Temos treino semanal com quase todos os jogadores presentes em todos os treinos, arbitragens de alto nível e muito bem organizadas, nunca nos aconteceu não termos jogadores disponíveis, que é algo comum quando se está a falar de “malta” que paga para jogar. Estes são julgo, os exemplos onde todas as equipas mais frequentemente falham. Para sermos mais organizados falta-nos ter o 2.º Carlos (risos). Para sermos ainda mais uma referência, falta-nos sermos organizadores de um (ou mais, mas comecemos pelo inicio) torneio.

Deco - Recentemente, pudeste experimentar outras funções (Mister da ARSQS por um dia). Qual foi a sensação de gerir os teus colegas, sabendo que tinhas em mãos um grupo bastante talentoso? (risos)
Tinha em mão um objectivo realmente desafiante (risos). Tu e o Paulo tinham estado na mesma situação e conseguiram bons resultados, e eu não queria ficar atrás! Mas para isso era importante que eu conseguisse transmitir, dentro do que é a filosofia e “modus operandus” da equipa, a minha ideia para esse jogo e acima de tudo gerir as minhas próprias expectativas. Não foi fácil, confesso-te, para além do facto de ser bem mais difícil estar de fora a sofrer do que estar no campo a jogar.
Deco - É conhecido por todos a “moda dos bigodes” no mundo da ARSQS, contudo sabemos que não és muito apologista desse estilo. O que achas que deveria ser feito? A Lei "Seca" seria uma hipótese? (risos)
Realmente é um estilo, diria, ancestral, este da moda do bigode (risos). Eu tenho uma ideia brilhante para combater esta “epidemia” que é a “moda do bigode”. Vou falar com o meu amigo Marcelo para juntos colocarmos nos estatutos do clube para a próxima época, que o bigode bem aparado vai fazer parte do “Dress code” da ARSQS. Quem não tem o equipamento em ordem, não joga. Quem não tem o bigode devidamente aparado, também não entra em campo! Temos de fazer com que a ARSQS seja um exemplo nesse capítulo também! (risos).
Rodolfo - Soubemos que no passado tiveste uma passagem pelo futebol de 11, hoje em dia encontras-te num mundo um pouco diferente como é o mundo do futsal, qual dos dois preferes? Porquê?
Bom, essa pergunta é de resposta difícil! Eu joguei futebol de 11 durante cerca de 7 anos, e confesso-te que nessa altura se me falassem em trocar por futebol de 5, definitivamente recusava. Para mim o futsal sempre foi um jogo para jogar entre amigos, e não para levar muito a sério. Neste momento, apesar de continuara a gostar mais do futebol de 11, não trocaria porque consegui descobrir que também pode ser igualmente interessante jogar futsal!
Rodolfo - Apoiando um pouco na tua experiência e maturidade, consideras-te umas das vozes mais ouvidas e respeitadas no balneário?
Eu considero-me um jogador importante no balneário talvez por ter alguma experiência acumulada ao longo destes anos de futebol. Acho que uma das grandes vantagens que tenho em relação à grande parte dos jogadores, é o facto de ter feito parte de um projecto em todo similar ao nosso, com especificidades idênticas, o que me fez crescer e compreender algumas questões que por vezes são difíceis de lidar para alguém que sempre jogou de forma federada ou somente entre amigos.
Rodolfo - O dia do Jantar de Natal da ARSQS foi certamente um dia que te ficará na memória, não só por ser um dia onde toda a familia ARSQuiana se juntou para confraternizar, como pelo facto de estar o galardão de Melhor Jogador de 2008 em questão, prémio esse que venceste (e aproveito para te parabenizar por isso), qual foi a sensação assim que o teu nome foi anunciado como vencedor? Este prémio incute em ti ainda mais responsabilidade?
Agradeço a tua “parabenização” (risos) antes de mais! Devo confessar-te que este jantar teve tudo de especial. Este ano de 2008 foi um ano repleto de novidades para a ARSQS e para mim a nível pessoal. Para além de todas as mudanças no plano desportivo, foi para mim um ano de revelação no que respeita aos laços de amizade que se criaram no seio da ARSQS. E o jantar deste ano demonstrou isso mesmo.
Quanto ao prémio de melhor jogador do ano, só posso dizer que para mim foi como se de um prémio profissional se tratasse…este prémio está para mim, como o Dragão de Ouro está para os jogadores do Porto J. Já tive oportunidade de confidenciar a algumas pessoas que não contava ser eu o vencedor, pois normalmente este tipo de prémios é comum ser atribuído a jogadores que tecnicamente se destacam mais, ou que dão mais espectáculo no campo, e consigo pensar em 2 ou 3 jogadores a quem ficava igualmente bem, mas para mim, e tendo sido uma votação aberta ao publico do nosso blog, teve um sabor bem especial, pois sinto que foi uma valorização não só do que consegui fazer dentro de campo, como também o empenho e entrega que tenho tido na vida da ARSQS.
Se este prémio incute mais responsabilidade? Não penso nisso, pois tudo o que fiz, vou tentar voltar a fazer igual ou melhor se possível este ano, não com o objectivo de me tornar novamente o melhor jogador, pois quero que outros jogadores se evidenciem em 2009 tal como eu o fiz em 2008, mas acima de tudo não quero defraudar todas as pessoas que votaram em mim!
Rodolfo - Se bem te lembras na altura do teu discurso, proferiram um comentário na sala que pareceu demonstrar algum desconforto com a situação, que comentário te merece?
(Risos) Acho que foi unânime a surpresa na altura da revelação do jogador do ano. Se eu acreditava pouco que iria ganhar, imagino que na cabeça da maioria das pessoas o prémio iria parar a outras mãos. Esse comentário quero acreditar que foi efectuado sem qualquer sentido perjurativo, até porque foi efectuado por um elemento da equipa! O único comentário que posso tecer, é oficialmente agradecer a todos os que votaram em mim e valorizaram todo o meu trabalho dentro e fora do campo. Para eles é que vai a minha energia!
Marcelo - Quais foram o melhor e o pior momento individuais na ARSQS? Ou o episódio mais hilariante que já presenciaste na ARSQS?
Bom, os dois piores momentos individuais na ARSQS foi o último jogo contra os Bayern Monchique no torneio do Sr. Júlio (ficou atravessado na garganta) e a derrota contra os Vai Avante, por motivos diferentes, é óbvio. O primeiro, porque acho que estava ao nosso alcance fazer um bom resultado contra a melhor equipa desse torneio. Já o segundo, porque era importante para nós termos vencido esse jogo por ser em casa, por ser contra um adversário directo que nos podia fazer distanciar, mas acima de tudo porque nos fez entrar numa fase menos boa da Liga. O melhor momento individual, foi no momento em que me tornei uma opção credível para ocupar o mesmo lugar que tu (risos) e poder dotar a ARSQS de mais uma opção para o lugar de fixo sem que o nosso jogo defensivo perdesse qualidade e eficácia.
Em relação ao episódio mais hilariante, um deles foi sem duvida a saga da compra dos equipamentos! A nossa primeira viagem a Braga foi indescritível. Coloquei na altura um post no blog, mas é impossível transmitir em palavras essa viagem!
Zé Gato - Para todos os jogadores diz algo em que eles devem melhorar.
- Higuita – a comunicação constante durante o jogo
- Marcelo – não insistir tanto nas bolas lançadas pelo ar
- Sérgio – recuperação defensiva
- Ricardo – controlo de emoções
- Luis – horas de chegada às concentrações
- Deco – confiança atacante
- Marto – rigor táctico
- Mário – comunicação (com a equipa) em situação de jogo
- Dani – o jogo de equipa
- Paulo – não jogar tanto à “queima” no processo defensivo
- Freitas – levantar a cabeça e soltar a bola rápido
- Selas – Posicionamento defensivo
- Zé Gato – reposição bola (manual) em contra-ataque
- Turtle – conseguir distinguir melhor quando fazer o “um para um” ou o passe
- Rodolfo – confiança quando as coisas não correm tão bem
- Carlos – Comunicação durante o jogo para o campo
Ricardo - O que achas das arbitragens da nossa Liga? Achas que não falando com os árbitros, como todas as outras equipas fazem, não corremos o risco de sermos uma equipa fácil de “errar” contra?
As arbitragens da nossa Liga são como as equipas que nela jogam… amadoras! Por esse mesmo motivo, e pelo facto de eu acreditar que as pessoas erram sem intuito de prejudicar alguém, tento alhear-me dos erros cometidos. Aproveito para dar o exemplo do torneio do MyIndoor, que tinha árbitros federados a apitar, e nem por isso tinham exibições melhores, e aí sim vi que por criticarmos e falarmos demais com os árbitros fomos muitas vezes prejudicados. Eu continuo a achar que nós somos uma equipa superior a esses erros, e confesso que este ano não acho que os jogos que empatamos ou perdemos tenham sido culpa da arbitragem. No entanto também já o disse, que o capitão tem obrigatoriamente de ter voz activa no campo e se preciso for, falar com os árbitros e contestar dentro das regras. Também devo dizer que existem equipas mais amadoras do que outras a apitar, e temos o caso da nossa equipa de arbitragem que recolhe elogios em qualquer quadra, e como é obvio não estamos isentos de erros. Não acho que as equipas de arbitragem nos prejudiquem pela atitude que temos.
Freitas - Neste último ano tens vindo a melhorar as tuas aptidões como jogador e feito óptimas exibições, pelo que foste nomeado o Melhor Jogador do Ano. Qual o teu segredo? E em que medida vai alterar ou não o teu jogo?
Esta última época foi sem duvida uma época de viragem a nível pessoal na ARSQS. Para enquadrar um pouco esta resposta é importante dizer que já vem de algum tempo esta “mudança” não de atitude, mas de empenho que tenho vindo a “sofrer” e esta mutação técnico/táctica.
Eu apareci nos torneios da ARSQS numa equipa na qual existia um fixo, o Marcelo, que cada vez que não podia jogar era uma equipa sem confiança defensiva e uma autêntica casa a arder, até porque a falta dele era colocada pelo nosso Mister como “…o Marcelo não está, vamos fazer o melhor que sabem…” (mais ou menos deste género). E a verdade era mesmo essa, quando o Marcelo não jogava o processo defensivo perdia-se. Por esse motivo decidi que podia ser uma alternativa credível para essa posição, e trabalhei para atingir esse patamar. Com a ajuda do Marcelo, do Deco, do Carlos consegui que dentro do plantel se criasse uma alternativa para esses casos. E claro, como sou uma pessoa exigente a todos os níveis, decidi que além de alternativa, porque não poder lutar pela titularidade? E assim foi…com os jogos de quinta-feira e com os treinos fui desenvolvendo algumas capacidades próprias para me conseguir tornar titular. Aos poucos fui conseguindo, e acho que a ARSQS ganhou com isso…temos no plantel dois fixos diferentes mas com grande categoria, e isso vê-se nos golos sofridos. Devemos estar, ou melhor, estamos entre as três equipas menos batidas da Liga.
Qual o meu segredo? Bem, inicialmente acreditar de que era capaz. Depois ir “sugando” o que de melhor os meus colegas de equipa tinham para me poder tornar mais completo.
Luis - A ARSQS desde que foi formada sofreu algumas alterações e evoluiu até ao que é hoje. Até onde achas que pode ir? Achas que pode ser real tornar a equipa federada ou apenas um sonho?
Sabes que eu sou daquelas pessoas que acreditam que sonhos se podem tornar realidade, por isso e respondendo directamente à última parte da questão, acho que sim, que podemos vir a federar a equipa. Julgo que ninguém, nem mesmo a pessoa mais “crente” acreditaria há dois anos atrás que a ARSQS estaria com este nível de organização e aspirações de equipa campeã. Temos de ter consciência de que a ARSQS sempre caminhou sobre solo firme, muito por responsabilidade do Carlos (a quem devemos agradecer o facto de estarmos no patamar onde estamos), e teve um crescimento sustentado. Passamos de uma equipa de amigos, para uma equipa de modestos torneios, a uma equipa que na sua primeira época está a dar cartas na Liga SuperFutsal da FFA. Por isso mesmo, acredito que podemos ir muito longe e onde federar a equipa será apenas o passo mais fácil. Mas ainda assim, e mantendo os pés bem assentes na terra, devemos ganhar um pouco mais de “calo” nestas andanças, para podermos conscientemente navegar para portos mais longínquos.
Turtle - Quem achas ser o jogador mais preponderante da ARSQS?
Bom, o jogador mais preponderante. É realmente uma pergunta de resposta complicada (risos), porque eu não acho que exista na ARSQS um jogador preponderante, mas vários jogadores que podem fazer a diferença, e é isso que distingue a ARSQS das demais. Repara que nós conseguimos vitórias importantes, em jogos difíceis com várias convocatórias distintas. Nós conseguimos fazer com que não se sinta a falta de jogadores influentes, compensando talvez a menos valia técnica com um jogo táctico melhor. Mas sei que tu e os leitores gostariam de saber quem é o meu jogador favorito na ARSQS (risos).
O Paulo é o jogador que realmente me “enche” as medidas. É bom tecnicamente, tem raça, tem carisma e acima de tudo é um timoneiro dentro de campo. Por isso mesmo, enquadrando na tua pergunta, será o jogador mais preponderante.
Sérgio - Como tens visto a evolução do clube desde que estás presente, tanto nível de qualidade, como a nível de objectivos traçados?
Tal como eu já referi atrás, passamos de um aglomerado de amigos em jogos semanais, para uma equipa sólida e com objectivos. Lembro-me de começar a jogar nos torneios do MyIndoor e do Sr. Júlio, e nessa altura sermos a equipa que lutava pela Taça Fair-Play! (risos). Acho que éramos pouco ambiciosos devido à nossa dificuldade organizacional. Como não tínhamos um plantel estável, apenas lutávamos por objectivos que estavam ao nosso alcance, como a Taça Fair-Play…(por isso o Carlos não me deixava jogar muito…risos).
Neste momento acho que os nossos objectivos mudaram, e tornaram-se mais ambiciosos por isso mesmo. Estamos mais organizados, temos uma estrutura sólida, plantel definido e com MUITA qualidade. Podemos almejar grandes vitórias.
Paulo - O que representa para ti ter recebido o Prémio como Melhor Jogador da Equipa?
Para mim o prémio de MVP do ano de 2008 é um ORGULHO. Eu referi atrás que não estava à espera de vencer o prémio por não ser um jogador “vistoso” (bonito sou, mas não vistoso futebolisticamente – risos). Mas sem falsas modéstias e pensando a frio, acho que acaba por ser um prémio justo pelo meu empenho, dentro e fora do campo, pela minha evolução e pelo cunho que eu acho que já deixei na ARSQS. Sei que ninguém é insubstituível, mas estou convicto que daqui a alguns anos, talvez quando tivermos a nossa descendência a representar a ARSQS (risos) a minha marca possa ser relembrada. Tu foste uma das pessoas que seguiu um pouco o meu trajecto e ao contrário de jogadores como tu, o Deco, o próprio Marcelo que já tinham mostrado a sua importância na equipa, em 2008 foi o ano de eu fazer o mesmo.
Higuita - Até hoje fizemos muitos jogos, mas de todos eles qual destacas como o melhor?
Esta é uma daquelas perguntas que eu tinha receio que me fizessem…a minha memória já não é a mesma de há alguns anos (risos).
Eu tenho uma memória de peixe…vivo intensamente os jogos e depois tenho de rever os vídeos para relembrar, mas houve dois jogos que me marcaram por razões distintas. O primeiro, não propriamente por ter sido o melhor, mas foi contra Os Tigres na primeira jornada da Liga, pois conseguimos derrotar um dos grandes candidatos ao titulo e despertar a atenção das demais equipas da Liga. O segundo jogo foi sem dúvida contra os Figaros, em casa deles no CAT, onde vencemos por (1-5), que quanto a mim foi o jogo mais perto da perfeição que fizemos. Estivemos exemplares.
Selas - Achas que a ARSQS poderia aspirar a vôos mais altos? Com este plantel, treinador e melhorando algumas condições (apesar de elas já serem boas) poderia aspirar a subir, isto é, a chegar a ser uma equipa profissional?
Estou a ver que a nossa equipa anseia mesmo vôos mais altos (risos)!!
Eu julgo que sim, aliás, quem me conhece bem sabe que é esse um dos meus objectivos pessoais, ajudar a que a nossa equipa chegue lá. De qualquer forma como já referi, devemos sempre dar um passo de cada vez e dotar a nossa equipa de ferramentas extra para podermos atingir esse objectivo. Neste momento, para ser sincero, da minha parte acho que nos falta um patrocínio que nos permita ter mais do que 1 treino semanal e especializarmos o Carlos … hihihi, tirando o curso de treinador de futsal. Com mais esses dois ingredientes poderíamos dar um novo passo!
Marto - Apesar do capitão e sub-capitão serem o Deco e o Marcelo, respectivamente, vês-te igualmente como um líder da equipa?
Se me permites, eu colocaria a questão sobre outro ponto de vista. Apesar de o capitão e o sub-capitão serem o Deco e o Marcelo, respectivamente, será que a equipa me vê como um líder? Eu tenho definitivamente uma personalidade muito vincada e quando me comprometo com um desafio, gosto de o levar até ao fim e a bom porto. A ARSQS é uma extensão da minha vida pessoal, por isso mesmo vejo a equipa como uma segunda família e quero o melhor de todos e acima de tudo o melhor para a nossa equipa. Por esse motivo gosto de intervir, dar a minha opinião e ser um foco de motivação. Acho que a equipa aceita bem o facto de eu ser mais um “líder” dentro da nossa família futebolística. Se repararem, cada um de nós (Deco, Marcelo e eu) é influente à sua maneira, e acaba por ser bom, pois complementamo-nos.
Susana - Como é que te sentes dentro do núcleo da ARSQS?
Sinto-me como “um peixe dentro de água”! (risos). É um prazer enorme fazer parte deste grupo, o qual não trocaria por projecto algum. Sinto que tenho, como qualquer jogador, voz activa, sinto-me útil em poder ajudar dentro e fora do campo, e acima de tudo muito MOTIVADO pelo facto de saber que a ARSQS ainda é um projecto, apesar dos anos de existência, bem embrionário e coisas muito boas podem ser feitas, e pessoalmente sinto-me capaz de contribuir para isso mesmo. E para que não fiquem dúvidas, a minha motivação e o meu sentimento de bem-estar não está só ligado ao bom momento da equipa, pois mesmo quando as coisas não estavam a correr tão bem, a minha motivação era a mesma.
Camarinha - Qual foi na evolução da ARSQS a decisão que menos te agradou?
Confesso-te que esta pergunta foi das mais difíceis de responder, não por terem havido muitas decisões que não me agradaram, mas precisamente porque não me lembro de nenhuma em especial. A ARSQS tem uma particularidade que não existe noutras organizações…toda a gente tem voz activa, e como tal antes de ser tomada qualquer decisão de fundo, obviamente, esta deve ser tomada em maioria e em consciência. Dou-te o exemplo do que se passou no torneio do MyIndoor, cuja questão central não é relevante, mas colocou-se a hipótese de abandonarmos o torneio a meio da época, e tal decisão foi tomada por todos em conjunto. Por isso não me recordo de alguma decisão que não me tenha agradado, e o facto de não me recordar é sinal de que caso tenha acontecido, já não me recordo qual (risos)! Obviamente que no que respeita a decisões tomadas nos jogos ou nas suas convocatórias ou 5 iniciais, houve claro algumas com as quais não concordei, mas é vida de jogador…amador! (risos). Nisso o Mister é soberano!
Carlos - Qual o teu 5 ideal da ARSQS?
- Higuita
- Bruno Alves
- Deco
- Paulo
- Turtle
Turtle - Qual achas que, para ti, é o ponto mais forte desta organização a que apelidamos ARSQS?
O ponto mais forte da nossa organização é sem duvida o duo Carlos e Susana! Já o disse publicamente e volto a fazê-lo, sem o Carlos definitivamente a ARSQS não era o que é hoje. O Carlos num momento chave, abdicou de jogar em prol da equipa. Acho que poucos fariam isso. Quando se decidiu entrar em competição foi necessário ter alguém que agarrasse o comando técnico da equipa, e ele fê-lo sem problemas, abdicando do seu próprio prazer de jogar em detrimento de algo em que ele acreditou. Por outro lado, sei que sem o apoio da Susana, isso não seria possível. Poucos têm a noção do tempo que é necessário despender para organizar arbitragens, jogos, treinos, convocatórias, estatísticas, jantares como o deste ano…entre outras coisas, para além do dia-a-dia profissional. É preciso sacrificar um pouco a vida pessoal, ou então misturar a vida pessoal com o futebol, e foi o que a Susana permitiu…e não é por acaso que é a nossa Mister adjunta oficial e fã numero 1.
Mário - De todos os golos que marcaste pela ARSQS qual o melhor para ti e qual aquele que não te vais esquecer?
Eu não sou um jogador de finalização, e não marco muitos golos e não tenho golos de belo efeito, mas o golo que mais me deu prazer marcar coincidiu com o meu primeiro golo na Liga, contra Os Tigres, que acabou por ser o golo da viragem no marcador para nosso favor depois de um mau inicio de jogo. Outro golo que realmente ficou na minha memória foi o golo contra os Figaros, na nossa vitória por 1-5, onde facturei o 3.º golo, depois de uma jogada muito bonita se bem me lembro de um lançamento de linha lateral do Deco para o Turtle, que coloca no Paulo à entrada da área, que de calcanhar me isola ao segundo poste para facturar.
Dani - És, obviamente, uma das vozes mais ouvidas pelo balneario... Sentes-te o capitão esquecido pelo mister?
(Risos) Não me sinto um capitão esquecido, aliás esta época sou o 3.º capitão da equipa o que para mim é uma honra. Se me sentiria capaz de ser primeiro capitão? Claro que sim, aliás fui durante bastante tempo capitão de equipa no meu trajecto pelo futebol de 11 e dei-me sempre muito bem com isso. Considero que o Deco (que anda a dar graxa ao Mister – risos) tem uma maneira de liderar diferente da minha, nem melhor, nem pior, apenas diferente. Mas não me sinto esquecido, acho que ser capitão não é só ser um bom líder, é preciso mostrar a mística do clube, e não é que eu não o faça, mas o Deco e o Marcelo acabam por ter mais anos de casa, e neste caso concreto, isso conta e eu respeito.
Carlos - Como moderador desta entrevista, não poderia deixar de te fazer o desafio que fizeste ao anteriores entrevistados. Qual a pergunta que gostarias de deixar para o próximo entrevistado?
"Se recebesses um convite de uma outra equipa da Liga FFA com garantia de titularidade quase indiscutivel, trocarias a ARSQS?"
Em nome de todos, agradeço toda a tua disponibilidade para responderes a todas estas perguntas.
Mister