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| PALMARÉS |
"...sou o Benjamim da equipa..."
Turtle, o jogador mais jovem da ARSQS aceitou ser sujeito ao polígrafo e respondeu a todas as questões sem hesitar...
Há quem diga que a idade é sinónimo de experiência, mas neste caso a tenra idade deste jogador não é definitivamente sinónimo de inexperiência! A sua juventude trouxe à ARSQS a irreverência e alegria de jogar…
Antes de mais, obrigado pelo teu tempo, e como não poderia deixar de ser a pergunta da praxe. Sabemos que chegaste à ARSQS pela mão do Higuita, mas o que na realidade não sabemos é como foste aliciado a ingressar na equipa! Queres contar-nos como isso aconteceu?
Como muita gente sabe, era jogador do La Paz antes de ingressar na ARSQS, queria levar mais a sério esta modalidade e então fui para a ARSQS que pelo que o Higuita me descrevia era uma instituição que levava muito a sério esta modalidade. Então experimentei, gostei do ambiente vivido dentro do campo e fora dele e decidi ficar. Depois de me dizerem as aspirações desta equipa ainda fiquei mais entusiasmado com este projecto.
O teu percurso futebolístico está ligado ao futebol de 11. O que te dá mais prazer jogar, 11 ou futsal? Porquê?
Futebol de 11, porque desde pequeno que o pratico, enquanto que o futsal é mais recente para mim. Gosto de futsal e ele ajuda-me no futebol de 11, mas em primeiro lugar está e sempre estará o futebol de 11. Não sei bem explicar porquê mas sinto mais paixão pelo futebol de 11 do que pelo futsal. Vejo o futsal mais como lazer, enquanto que o futebol de 11 para mim é para ser levado a sério até ao limite.
Sabemos que, actualmente, jogas na Liga Futuro pelos La Paz F.C.. Qual a diferença entre a ARSQS e os La Paz? E entre a Liga SuperFutsal e a Liga Futuro?
Como já referi anteriormente, a principal diferença entre o La Paz e a ARSQS é o grau de seriedade com que levam as coisas. A nível de organização, a ARSQS está mais avançada mas também o La Paz é um projecto mais recente. Em relação às ligas, a questão da organização também se aplica às ligas, mas também a Liga Futuro tem apenas uma pessoa por detrás dela enquanto estão várias pessoas por detrás da Liga SuperFutsal. A Liga SuperFutsal foi criada com muito mais antecedência que a Liga Futuro, porque esta foi quase criada à ultima da hora.
Em Outubro iniciaste a tua vida académica em Vila Real, o que teve como consequência imediata a impossibilidade de participares nos treinos. Sabemos que houve um acordo entre ti, a restante equipa e a equipa técnica. Contudo gostaria de saber se achas justo jogares e seres titular mesmo sabendo que alguns colegas teus vão aos treinos e iniciam os jogos no banco ou, simplesmente, não são convocados?
Justo, justo, não acho! Mas houve uma altura da temporada em que se revelou a minha situação ao plantel e nessa altura eles tinham a possibilidade de concordarem ou não acerca desta situação especial. Todos, sem excepção, aceitaram! Portanto, a partir desse momento acho justo jogar enquanto alguns não são convocados. Mas é claro que é chato para quem não joga.

Nesta ultima gala da ARSQS recebeste o “Prémio Revelação 2008”. Qual o significado desse prémio para ti? Sendo que apenas jogaste entre Setembro e Dezembro sentes que é justo, ou achas que outro jogador merecia esse prémio?
Penso que é um prémio justo porque sou o Benjamim da equipa. É a recompensa pelo esforço imenso dispensado dentro do campo. Tem um significado especial porque é sempre bom para um jogador ganhar prémios, isso só moraliza e faz com que trabalhe mais e melhor.
Algumas pessoas vêem-te como um jogador essencial na manobra ofensiva da equipa, e há quem diga que a equipa se ressente quando não jogas. Tens a mesma opinião?
Não! Uma das principais características da ARSQS é o facto de não se notar a falta de um jogador em especial. Todos os jogadores têm qualidade para jogar. Este grande equilíbrio da equipa faz com que a ARSQS seja das equipas mais equilibradas do mundo FFA. É esta característica que faz as grandes equipas e a ARSQS tem-na.
Entramos agora na 2ª volta da Liga, e pelo que a ARSQS já fez até ao momento, onde achas que podemos chegar?
Penso que ainda há muito campeonato pela frente e se não aspirasse ao título não sei o que estaria a fazer nesta equipa. Será difícil? De certeza, se fosse fácil não teria o mesmo sabor. É uma liga muito difícil com grandes equipas mas ainda há muitos jogos e penso ser possível chegar ao nível mais alto do campeonato.
A ARSQS durante a época já teve 5 desaires (TRFL, Vai Avante, Mega Atlético, Coimbrões United e SolNascente). Tendo em conta que estiveste presente nos confrontos com os TRFL, Coimbrões e Solnascente, qual a tua opinião para tantos desaires?
Estes desaires são explicados pelo nervosismo e pela falta de sorte que às vezes temos nos jogos. Se entrássemos para todos os jogos concentrados e tranquilos duvido que houvesse alguma equipa na liga que nos vencesse.
Caso te coubesse a ti decidir, achas que existe algum sector da equipa que necessitasse de ser reforçado?
Não! Como já referi, anteriormente, temos uma equipa muito equilibrada tanto a nível defensivo como ofensivo e por isso penso que só mesmo um jogador excepcional é que serviria para reforçar a equipa.
A pergunta inevitável e talvez mais complicada. Qual é o teu 5 ideal?
Qual o teu jogador favorito na ARSQS? Porquê?
O meu jogador preferido na ARSQS é o Paulo, porque penso que é um jogador completo que defende bem e ataca ainda melhor. É um jogador que também tem um passado no futebol de 11, portanto, entendemo-nos. É daqueles jogadores que dá prazer de jogar ao seu lado. Tem uma mentalidade e personalidade fantásticas e ainda bem que está na ARSQS.
E qual o jogador com quem menos te identificas?
O jogador com que menos me identifico é o Diego mas também ele teve pouco tempo connosco e não deu tempo para o ficar a conhecer melhor porque era uma pessoa muito fechada.
Desde que chegaste à ARSQS, mesmo não sendo uma equipa profissional na verdadeira acepção da palavra, já conseguiste tirar algo de positivo a nível futebolístico ou até mesmo pessoal?
A ARSQS ajudou-me muito principalmente a nível futebolístico mas também pessoal porque em ambos os sentidos “Cresci”. A nível futebolístico deixei de ser a “vedetazinha” que era e passei a ser um jogador que já não passa o jogo todo no chão a refilar com os árbitros, passei a ser um jogador que não desiste, nem fica parado no campo. A nível pessoal o facto de conviver com pessoas mais experientes permitiu-me passar a ser mais objectivo nas questões da vida.
Qual o teu sonho de futuro como jogador de futebol/futsal?
Em ambas as modalidades o meu objectivo principal é chegar, em primeiro lugar, às principais ligas nacionais e, num segundo plano, às internacionais. Penso que qualquer jogador que se preze tem de ter objectivos realistas mas também tem de sonhar porque se um jogador não tiver ambições elevadas não vai a lado nenhum.
No início da Liga, o objectivo da ARSQS era “fazer o melhor possível”. Com o avançar da Liga, fez-nos sonhar que poderíamos ser campeões? Achas que ainda podemos almejar esse objectivo? Como te sentirás se não conseguirmos?
Penso que temos muitas hipóteses de chegar a esse objectivo. É certo que não dependemos só de nós mas tal como nós escorregamos, os outros também vão escorregar. Temos feito um campeonato muito bom, tirando alguns deslizes que não podem acontecer, que está a surpreender muita gente. Se não o conseguirmos, teremos de tentar a melhor qualificação possível, que nesse caso seria o 2º lugar e acho que nenhum jogador se sentiria desiludido se atingíssemos o 2º lugar.
Porquê do teu apelido “Turtle”, se é que nos podes desvendar esse mistério (risos). Além disso, foste peremptório a escolher o número 23 para a tua camisola. Algum motivo especial?
Tudo começou na Escola Secundária António Nobre, em que uma professora de inglês assim me apelidou porque eu tinha uma tartaruga de estimação. A restante turma gostou e pegou. Quanto á escolha do numero, escolhi o 23 porque já me disseram que sou muito parecido com o Beckham na marcação de bolas paradas, principalmente penalties.
Na entrevista anterior o Paulo deixou esta pergunta ao próximo entrevistado. És tu que tens de descalçar a bota (risos). Tu sendo um jogador importante na equipa que conselho dás ao mister Carlos para ele se tornar um treinador mais completo?
Ao mister Carlos penso que só falta ser mais interventivo no decorrer do jogo. Não me refiro aos intervalos e descontos de tempo mas sim no período em que a bola está a correr. De resto não tenho mais nada a apontar ao mister.
Aproveito para te lançar o mesmo desafio. Que pergunta queres deixar para o próximo entrevistado?
Qual achas que, para ti, é o ponto mais forte desta organização a que apelidamos ARSQS?
Achas que a ARSQS é uma estrutura organizada, ou há coisas que mudarias se fosses responsável pela equipa?
Penso que a ARSQS é uma das estruturas mais bem organizadas do mundo do futsal amador. Acho que todas as pessoas por detrás desta equipa estão a fazer um grande trabalho tornando-a uma das principais equipas da FFA. Todas as equipas que vêem a ARSQS elogiam a sua organização dizendo ser uma das melhores, isto quer dizer alguma coisa.
Define os teus companheiros numa palavra:
Obrigado pela disponibilidade imediata que tiveste para responder a estas perguntas.
Abraço
(B.A.15)

para não ficarem um misto de coelhogalos lol.Plano de Festas
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Actualizado em 04/12/2011
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Actualizado em 08/12/2011
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